Comissária Europeia para a Agenda Digital intransigente na defesa do software livre

18 de Junho de 2010

Quando se trata de comparar as vantagens do software livre com o software proprietário, a nova Comissária Europeia para a Agenda Digital, Neelie Kroes, é peremptória: as empresas e os governos devem optar pelas soluções baseadas em normas abertas. Sem excepção.

A responsável pelo órgão da UE encarregue de regular todo o sector das Tecnologias de Informação aproveitou a presença numa conferência organizada pelo Open Forum Europe para marcar uma posição de força em relação à adopção do software livre em detrimento das aplicações proprietárias, em especial no âmbito da Administração Pública.

"Muitas entidades deram por si presas acidentalmente a uma tecnologia proprietária ao longo de décadas, e chegam a um ponto em que a escolha inicial se torna tão enraízada que leva as alternativas a serem sistematicamente ignoradas", disse Neelie Kroes. "Isso representa um desperdício de dinheiros públicos que a maioria das instituições não pode mais sustentar".

A responsável máxima pela regulação das TI na União Europeia defendeu a primazia ao software aberto ao afirmar que os utilizadores poderão escolher entre "o software que podem transferir a partir de um website e implementar sem restrições ou o outro software que têm de adqurir, é restrito a determinadas áreas e exige o pagamento de royalties para incorporar direitos de propriedade intelectuais - e a resposta é óbvia."

Neelie Kroes observou por fim que os governos devem ter uma "justificação clara" se optarem por software proprietário que imponha royalties e restrições.

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